quarta-feira, 16 de julho de 2014

O BAÚ


Quando inventei de pintar esse baú, vi nele um objeto muito importante e significativo na minha vida, pois foram duas gerações que haviam mexido nele antes. O meu avô paterno o fez e o meu pai colocou as caixinhas de som. Eu seria a terceira a fazer mais uma transformação e colocar ele com a minha cara.
Durante o processo muitas coisas foram passando na minha mente, me fez tirar no fundo do meu baú de memórias as recordações da minha vida desde, a minha infância.
Lembrei a minha avó, que contribuiu me dando a primeira agulha de crochê com uma linha de presente de Natal, ela deu isso para as netas que já estavam crescidinhas, acho que eu tinha uns 10 ou 11 anos e eu com minha irmã e uma prima passamos o dia aprendendo a fazer correntinha que é o paço principal para poder fazer qualquer coisa dessa espécie.
Me recordei  também, de que com ela e a minha mãe eu ainda criança comecei a frequentar o Clube das Mães que ficava localizada na antiga APAE e lá eu tive vontade de aprender a fazer pintura em tecido, panos de prato. E toda vida fui muito tagarela, lembro que minha professora de pintura falava assim: não sei como ela consegue pintar, cantar e ainda escutar o que a gente fala :)
Sabe foi ótimo recordar tudo isso, mas agora que o finalizei e ele está do jeito que eu planejei e está no lugar que imaginei me veio outros questionamentos.
Em relação ao meu baú de memórias, confesso que fiquei um tanto angustiada com ele, pois fiquei com um pouco de medo :(
Mas mais uma vez percebi de que não adianta ter medo, se sentir angustiada e ansiosa, pois a gente querendo ou não a vida acontece, muitas coisas acontecem e como diz a minha foto de capa anterior “O que importa nessa vida são os afetos o resto é cenário”.
E isso realmente é um fato... Não sei se é porque estou envelhecendo mas optei seguir o meu coração  ele pode até ser duvidoso e ansioso mas é dele que sai os maiores e melhores dos sentimentos o AMOR.
Maisa Alves


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ultimamente não anda sendo fácil lidar com tantas emoções...


Lemos tantas coisas sobre a vida, o amor, a dor, a paixão, a saudade, as razões das nossas ações que sei lá. Tem horas que me identifico mais com umas do que com outras e essa é a hora da reflexão.
Não sou do modelo de ser humano que se arrepende do que faz, mas sim do que deixou de fazer. Mas tem horas que sei lá, é como se a gente quisesse esperar e deixar a vida nos levar.
É nessa hora que eu me pergunto. Será que se eu não mover um dedo, eu vou para algum lugar mesmo?
Será que realmente o que é da gente vem até a nós?
Por vários motivos na minha vida, posso acreditar que as coisas acontecem, mas não acredito que elas caem do céu.
Elas podem até vir por mãos Divinas, mas temos que fazer a nossa parte.
Com essa frase eu estou de certa forma afirmando que ficar parada esperando não vai adiantar, mas ao mesmo tempo fico pensando que se eu não deixar a vida me levar posso estar atropelando o meu presente.
E agora???...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Desconhecido

terça-feira, 24 de junho de 2014

Era uma vez...

Com certeza esse título é um plágio da maioria dos contos de fadas lidos e relidos por uma quantidade bem expressiva de pessoas.
Mas o meu ERA UMA VEZ, vai além de muita coisa. No meu ponto de vista ele tem tantos significados que no momento fica difícil de especificar tudo o que pode ter abrangido. 
Mas no meu ponto de vista eu enxergo um Era Uma Vez de coisas que um dia deram certo, mas que hoje não dão mais. Quero que me sobre o tempo para trabalhar por partes esse título...
Quero poder especificar a expressão de um início tão inocente e ao mesmo tempo tão previsível.
Era para sempre não existe, assim como os contos de fadas. Cabe a nós percebermos até onde podemos levar cada situação da nossa vida com sabedoria e inteligência.
Não podemos ser manipulados pela ilusão de bem estar, conforto e segurança...
Ficar atento é a melhor solução :) Nada permanece do mesmo jeito e você é a peça chave para recriar a sua história e inventar e criar o seu era uma vez.

sábado, 21 de junho de 2014

Me assumindo...

Depois de uns bons anos tendo o blog com o nome de Balzaquiana Perdida, senti necessidade de trocar o título.
A Balzaquiana Perdida é a Maisa Alves, que às vezes ainda se sente andando em labirintos, nadando contra a correnteza, porém não enxerga isso como estar perdida, mas sim passado por fases, assim como a Lua, as estações do ano, os dias da semana, os meses do ano, enfim estamos vivos e isso é o processo natural da vida.

Cabe a nós nos encontramos é o nosso dever, temos a obrigação de lutar pelo nosso bem estar, interesses e nossos ideais.

domingo, 13 de janeiro de 2013


Limites

Ultimamente a observação é um dos meus passatempos, não que eu goste, mas o estado emocional e físico pelo qual me encontro tem feito com que isso seja inevitável.
Tem tanta gente querendo me desvendar, criar nomes para o meu comportamento e diagnosticar... E não posso negar que às vezes isso me irrita.
É como se eu não tivesse o direito de ficar assim, já que não incomodo ninguém.
Mas voltando a minhas observações, acho engraçado o comportamento masculino. Eu estou aqui na minha, divorciada, carente e sozinha, mas não fico tentando me aproximar de ninguém por vários motivos pessoais.
·        Se da primeira vez que eu bater os olhos em um homem e eu não me sentir nem um pouco atraída por ele, já era...
·        Se ele puxa papo comigo e insinua convite para fazer algo e eu não dou abertura, esqueça...
E por aí adiante... Eu teria tanta coisa para escrever que ficaria aqui horas escrevendo, mas acho engraçado ficar aguentado a insistência e pensando e se fosse EU.
E se fosse Eu que estive tentando investir num cara que não quer nada comigo? E se fosse eu que tivesse querendo iniciar uma relação com uma pessoa que não quisesse? Será que ele teria a mesma educação que estou tendo até que a pessoa perceba que eu não estou interessada?


sábado, 12 de janeiro de 2013


Felicidade

Ultimamente essa palavra tem me deixado perturbada...
Não só ela, mas outras também como: amor e tempo.
A felicidade está me deixando preocupada por estar vendo posts diariamente nas redes sociais de pessoas de idade, nível social e financeiro, diferentes sentindo a sua ausência e tentando encontra-la sei lá onde.
O amor anda sendo um sentimento desejado, porém ele anda muito exigente. Estamos colocando ele para depois que eu conseguir isso ou realizar aquilo.
O tempo que até então era um remédio natural para curar no sentido físico e emocional, vem sendo encarado como um vilão.
Colocaram nas nossas cabeças que para ser feliz precisamos ter chegado ao topo das nossas realizações e conquistas e que só então estaremos prontos para viver o amor... E enquanto isso está o tempo que nem sempre nos ajuda, pois tem horas que esperar é uma tortura.
Eu mesma estou esperando, mas confesso que a minha espera me aflige, pois estou esperando a vida acontecer. Sem planos, sem amor e o tempo parece que não passa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Texto de Martha Medeiros para a Revista do Jornal O Globo"


"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado duas vezes por semana, decido o cardápio das refeições,telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro,viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails,faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente,compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vidainteressante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Viva por você!!!

 
Aqui estou eu novamente com uma vontade imensa de me expressar.

Escrever infelizmente não é uma das minhas qualidades, gosto mais é de falar.

Acho cansativo escrever tudo que sinto e penso, pois meu pensar e sentir são mais ágeis do que minhas mãos, mas vou tentar fazer com que eles possam caminhar juntos.

Tenho observado o quanto as pessoas são individualistas na hora de servir o próximo, porém as mesmas estão sempre  presente na hora de criticar.

Mas ainda bem que ainda a maioria dos que me cercam são bons de coração, se doam sem querer nada em troca e os que criticam estão mais perdidos do que EU...

Devemos entender que a vida é feita de escolhas e de suas consequências. Tem os que são felizes com mais e outros com menos, tem os sozinhos ou acompanhados felizes e infelizes, etc.

Mas o que realmente importa é o que você esteja bem consigo próprio, para estar sempre com os olhos brilhando e com um sorriso enorme mesmo que o teto esteja caindo sobre a sua cabeça, mas esse sorriso não é para os que te vêem e sim para você se ver...melhor!!!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Achados e perdidos!!!

Engraçado!!! Sinto que perdi algo...

Não sei o que anda acontecendo comigo, mas sei que tem muita coisa que não está como eu gostaria que fosse.

Por que será que idealizamos tudo de acordo com a nossa vontade???

Mas, sabemos que no dia a dia nem tudo é como gostaríamos que fosse... ando numa ansiedade louca, fazendo coisas que não deveria fazer.

Estou tentando fugir dos meus verdadeiros sentimentos, estou fugindo do que não quero pra mim agora. Não sei o que é pior fugir do que não está nos meus planos ou enfrentá-los mesmo achando que não seja a hora.

Só sei que tem dias que sofro e tem dias que estou feliz...

Mas prefiro esperar mais um pouco para ter certeza do que Eu quero, ou pensar que a tenho...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Equilíbrio...



Lendo um post de uma amigo pessoal e de blog, senti vontade de escrever um pouquinho hoje.
Ele cita o Second Life como uma forma de entretenimento. Concordo plenamente que seja, mas com certeza a pessoa que usa ele no seu dia a dia, deve estar num equilíbrio total da sua vida real para que não passe a ficar tão viciada na vida virtual.
 Sabe e não digo isso só para o SL, pois cada pessoa busca o tipo de entretenimento que lhe é possível. Quem tem net, pode escrever no blog como EU, entrar em chats, passar horas pesquisando vídeos, entre outros. Quem não tem net ou mesmo para quem tem. Pode fazer uma caminhada, ir para a academia que estará contribuindo para uma vida menos sedentária, tomar uma cervejinha com moderação, sair para dançar, conversar com amigos reais, etc. Viver é uma tarefa grandiosa, é uma missão árdua, porém, prazerosa.
Não devemos ficar preocupados com a forma que cada indivíduo busca para passar seu dia, sua noite ou seu fim de semana, defender nossos meios e citar os meios dos outros, como futilidade, mas sim, criarmos meios para que o nosso seja satisfatório. 
Esse parágrafo já não lembra mais meu amigo que defende o SL porque ele gosta, mas sim para uma pessoa que conheço. Que magoou pessoas reais, porque ele criou um personagem para si próprio e se perdeu entre sua vida real e as mentiras que fazia, acho que nem ele sabe mais o que é mentira ou verdade na sua vida. Infelizmente ou felizmente vai da opinião de cada um, na vida real tudo é descoberto.
E pensando mais um pouco sobre o assunto, fiquei pensando... acho que todos que tem medo, de se entregar a compromissos verdadeiros e de tomar decisões grandiosas, ao invés de magoar pessoas reais, inventando perfil que  queria ter, mas que na verdade não o tem, vá brincar lá, pois, lá você pode ser o que quiser... assim você pode até enganar alguém, mas que sabe que aquilo é um jogo.  Pois na vida real somos o que construímos em um longo período de tempo e aprendizagem.
Termino este post com um comentário que fiz no blog da Dama de Cinzas.  Ninguém tem a vida totalmente perfeita e cabe a nós transforma-la ou se adequar em situações que nem sempre são do nosso agrado. Não foi bem com essas palavras, mas, possui o mesmo sentido... uma ótima semana para todos vocês e que cada um viva da forma que lhe dê prazer!!!



domingo, 14 de agosto de 2011

"Tudo que acontece de bom ou ruim é permitido por nós"

Na vida perdemos muito tempo com nossas dúvidas e medos. Mas não acho errado tê-los, pois eles nos protegem de situações que consequentemente nos trarão problemas. Infelizmente na maioria das vezes estamos querendo agradar alguém e esquecendo do que realmente queremos. 
Daí quando conseguimos o que queremos não é uma coisa completa, porque está beneficiado o outro e deixando lacunas entre o que você quer e precisa. Por isso nesse tempo aprendi que: agradar alguém totalmente é desagradar a si mesmo.
 Fazer tudo que o outro quer é deixar de fazer o que realmente você quer. Podemos agradar sempre, mas não somos capazes de deixar de existir para sempre... um dia a gente acorda... e percebe que você também tem suas vontades, planos e sonhos. Culpamos sempre os outros, mas nunca admitimos que nossa vida é como queremos aceitamos e deixamos que seja

sábado, 13 de agosto de 2011

Depois de quase um ano sem postar nada e realmente de ter desistido de ser uma blogueira. Essa semana senti saudades de falar de mim e com isso veio a  vontade de voltar a escrever. Tive um pouco de trabalho, pois não me lembrava mais da senha, rsrsrs e fui  pesquisar para conseguir reativar esse blog. Sei que poderia ter aberto outro, mas não queria perder meus textos antigos, que tinha saído do fundo da minha alma e coração.
Quero comparar como me sentia antes e como me sinto hoje. Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou,  nas minhas ações e nas emoções. Considero esse post, como uma justificativa para mim mesma, da minha ausência e do RETORNO. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010




Ser feliz incomoda!!!


Venho escrevendo textos que dão a sensação de que sou uma mulher 100% triste. Parece que vou dormir chorando, passo o dia inteiro chorando e vivo de cara ruim.
Mas, sempre acordo pensando que hoje pode ser diferente... E começo o dia com um sorriso enorme estampado na cara e não passo para todos as minhas aflições, divido elas, apenas com meia dúzia de pessoas.
Ontem foi um dia tão perfeito que me fez sentir ruim, pois, consegui o cargo profissional que eu tanto queria, fui recebida como uma top pela parte interessada do local. Daí, pensei: “Como podem gostar tanto de mim? Como podem se apegar tão rápido a uma pessoa? O que será que os olhos deles veem em mim?”
Sabe é tipo uma adoração, daí penso: “Porque me dou bem com tanta gente, independentemente de idade, religião, sexo, condição social e outros e não consigo me entender com uma?”
Será que minha dose de autonomia e segurança ameaça?
Será que ser feliz com tão pouco incomoda?...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eu só quero caminhar!!!

A felicidade creio eu que está nas pequenas coisas, nas mínimas, naqueles momentos que sei lá, parecem que foram  feitos até por magia.
Sei que não podemos ser felizes vinte e quatro horas por dia, mas infeliz eu garanto que não podemos ser.
Sabe!!! Ultimamente nos meus sonhos, em situação de perigo, eu não consigo correr e me livrar do que estou fugindo, mas engraçado é que essa pessoa que me faz correr nunca me pega, não ataca ou faz algo de ruim pra mim, mas com certeza coisas boas ela não faz. Porque com certeza eu não iria fugir dela.
Sei lá são momentos angustiantes que parecem que vão durar  pra sempre, daí eu acordo e penso acabou!!!
O dia amanhece estou acordada e percebo que ainda estou em perigo, o tempo todo o dia inteiro, daí eu fico triste, pois sei que não estou sonhando mais...
Estou acorda e ainda querendo fugir, louca para caminhar tranquilamente não sei por onde, não sei com quem, talvez eu queira fazer isso sozinha.
Estou aguardando esse momento, do mesmo modo que se espera a chegada de um filho, a formatura tão sonhada, o dia do casamento, a resposta da confirmação de um trabalho...
É tão simples, mas tudo que quero é caminhar.



sábado, 4 de setembro de 2010

Saudade...

Nossa!!! Nesse momento estou sentindo tanta saudade... Engraçado que não é de outra pessoa e sim de mim mesma.
Porque será que quando resolvemos ser adultos, radicalizamos e começamos a fazer coisas totalmente diferente das que fazíamos antes???
Será que crescer é isso? Abrir mão do seu verdadeiro Eu.
Hoje me vejo numa situação que não sei por quanto tempo vou conseguir suportar... Pois não estão aceitando que eu me tenha de volta.
Quando lembro de mim mesma, me vem na cabeça meus momentos felizes e infelizes, com ou sem satisfação, sozinha ou acompanhada. Mas me lembro que tudo passava tão rápido que eu nem percebia. Sofria, chorava, quase que morria, mas sabia que amanhã seria um novo dia.
Hoje parece que os dias não tem fim e as noites também. É como se eu estivesse morrendo lentamente... De uma forma tão cruel porque não sei ao certo quando tudo isso vai acabar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ações!!!

Analisando meus atos percebi, o quanto tomamos decisões que nem sempre são as que realmente queremos para de certa forma conseguir uma reação de outra pessoa.

E é nessas horas que erramos!!! Erramos por estarmos fazendo algo pensando no outro e não em si próprio.

Será que não seria mais fácil para todos se fossemos corajosos o suficiente para assumir nossas vontades independentemente da opinião do outro?

Acho que o ser humano perde muito tempo com joguinhos e frescuras e quando se dá conta... ou já está tarde de mais, ou desperdiçou um tempo que com certeza poderia ter sido usado com coisas mais interessantes em benefício se si mesmo.

Como diz o poema:
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Perdi minha identidade...

É horrível para uma mulher como Eu, perceber que está perdida, mas perdida em relação a que?


Ao que sou!!! Tenho certeza do que fui, do que quero ser, mas nesse momento não sei falar quem sou eu...

Descobri isso hoje, numa sessão de terapia, quando foi lido um pequeno trecho do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll:



“A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.


“Quem é você?”, perguntou a Lagarta.


Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.


“O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!”


“Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”



Eu também não soube responder, assim como Alice. Eu aqui nesse momento estou pensando, quantas mais Alices devem existir por aí...