terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Texto de Martha Medeiros para a Revista do Jornal O Globo"


"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado duas vezes por semana, decido o cardápio das refeições,telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro,viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails,faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente,compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vidainteressante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Viva por você!!!

 
Aqui estou eu novamente com uma vontade imensa de me expressar.

Escrever infelizmente não é uma das minhas qualidades, gosto mais é de falar.

Acho cansativo escrever tudo que sinto e penso, pois meu pensar e sentir são mais ágeis do que minhas mãos, mas vou tentar fazer com que eles possam caminhar juntos.

Tenho observado o quanto as pessoas são individualistas na hora de servir o próximo, porém as mesmas estão sempre  presente na hora de criticar.

Mas ainda bem que ainda a maioria dos que me cercam são bons de coração, se doam sem querer nada em troca e os que criticam estão mais perdidos do que EU...

Devemos entender que a vida é feita de escolhas e de suas consequências. Tem os que são felizes com mais e outros com menos, tem os sozinhos ou acompanhados felizes e infelizes, etc.

Mas o que realmente importa é o que você esteja bem consigo próprio, para estar sempre com os olhos brilhando e com um sorriso enorme mesmo que o teto esteja caindo sobre a sua cabeça, mas esse sorriso não é para os que te vêem e sim para você se ver...melhor!!!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Achados e perdidos!!!

Engraçado!!! Sinto que perdi algo...

Não sei o que anda acontecendo comigo, mas sei que tem muita coisa que não está como eu gostaria que fosse.

Por que será que idealizamos tudo de acordo com a nossa vontade???

Mas, sabemos que no dia a dia nem tudo é como gostaríamos que fosse... ando numa ansiedade louca, fazendo coisas que não deveria fazer.

Estou tentando fugir dos meus verdadeiros sentimentos, estou fugindo do que não quero pra mim agora. Não sei o que é pior fugir do que não está nos meus planos ou enfrentá-los mesmo achando que não seja a hora.

Só sei que tem dias que sofro e tem dias que estou feliz...

Mas prefiro esperar mais um pouco para ter certeza do que Eu quero, ou pensar que a tenho...